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A fé é alimento espiritual que, fortalecendo a alma, põe-na em condições de suportar os embates da existência, de modo a superá-los convenientemente. A fé é mãe extremosa da prece. E quem ora com fé tem o entendimento aclarado e o coração
fortalecido, eis que, segundo Emmanuel, quando a dor nos "entenebrece
os horizontes da alma", subtraindo-nos "a serenidade e a alegria,
tudo parece escuridão Analisando as demais causas, observamos que todas elas tiveram por germe, aqui e alhures, na Terra ou noutros mundos, nesta ou em encarnações pretéritas, a ausência da fé. O orgulho ferido é, também, falta de fé, porque a fé conduz à humildade profunda, e esta é inimiga do orgulho. É o seu melhor, o seu mais poderoso antídoto. O orgulho ferido pode levar o homem a sérios desastres que se perpetuarão, durante séculos, em seu carma. O esgotamento nervoso, que poderia ser evitado, no seu começo, se movimentados pudessem ter sido os recursos da "oração, filha da fé", pode conduzir o ser humano, nessa altura já fortemente assediado por forças obsessoras, ao extremo gesto. A loucura, por sua vez, responde por elevado número de deserções do mundo. E o chamado "tédio da vida"? Quantas cartas foram deixadas por suicidas referindo-se ao "cansaço da vida" e implicações correlatas?
Sim, há muita fé que existe, apenas, nos lábios. A fé iluminada pela razão, que é a fé espírita, capaz de encarar o raciocínio "face a face, em todas as épocas da humanidade", suporta e vence, resiste e transpõe os mais sérios obstáculos, inclusive os relacionados com uma existência dolorosa, sob o aspecto moral ou físico, fértil em aflitivos problemas. Quem tem fé não deserta da vida, pois sabe que os recursos divinos, de socorro à humanidade, são inesgotáveis. Não esvaziam os mananciais da misericórdia de Deus! Ante moléstia considerada incurável, procura o enfermo,
algumas vezes, no
Quantas vezes amigos de Mais Alto intervém, prodigiosamente, quando a Medicina, desalentada, já ensarilhara a armas, por esgotamento dos próprios recursos?!... Há outro tipo de suicídio, aquele que resulta da indução,
sutil ou ostensiva, de terceiros, encarnados ou desencarnados, especial
e mais numerosamente dos desencarnados, não sendo demais afirmar,
por efeito de observação, que a quase totalidade dos auto-extermínios
foi estimulada por entidades perversas, inimigas ferrenhas do passado,
que, ligando-se ao Estudemos, agora, o quadro geral da situação dos trânsfugas da vida, após a morte. A ilusão do suicida é de que, com a extinção do corpo, cessam problemas e dores, mas a palavra de André Luiz, revestida da melhor essência doutrinária, informa que sai ele do sofrimento, PARA ENTRAR NA TORTURA... Relatos de antigos suicidas e obras especializadas, de origem mediúnica, falam-nos, inclusive, de vales sinistros, onde se congregam, em tétricas sociedades, os que sucumbiram no auto-extermínio. Nessas regiões, indescritíveis na linguagem humana, os quadros são terríveis. Visão constante das cenas do suicídio, seu e de outrem. Recordação, aflitiva, dos familiares, do lar distante, dolorosamente perdidos na insânia. Saudade da vida - vida que o próprio suicida não soube valorizar, por lhe haver faltado um mais de confiança na ajuda de Deus, que tem sempre o momento adequado para chegar... Outras vezes, solidão, trevas, pesadelos horrendos, com a sensação, da parte do infeliz, de que se encontra "num deserto, onde os gritos e gemidos têm ressonâncias tétricas". Os mais variados efeitos psicológicos e as mais diversas repercussões
morais tornam a presença do suicida, no mundo espiritual, um autêntico
inferno, onde estagiará não sabemos quanto tempo, tudo dependendo
de uma Ataques de entidades cruéis. Acusações e blasfêmias. Sevícias e sinistras gargalhadas povoam a longa noite dos que não tiveram coragem para enfrentar o tédio, a calúnia, o desamor, a desventura... Se pudessem os homens levantar uma nesga da Vida Espiritual e olhar,
à distância, as cenas de torturante sofrimento a que são
submetidos os suicidas, diminuiriam, por certo, as estatísticas,
mesmo nos mais conturbados e infelizes continentes. E agora, afinal, apreciemos as conseqüências com vistas às futuras existências. Se a tortura do Espírito, após o suicídio, é horrível, seu retorno ao mundo terreno, pela reencarnação, far-se-á na base das mais duras penas. Reencarnações frustradas, isto é, que se interromperão quando maior for o desejo de viver, o "anseio de vida"- vida que ele não teve fé suficiente para valorizar. No capítulo das enfermidades impiedosas, preferível darmos a palavra a Emmanuel, que, em notável estudo, sintetizou todas as conseqüências: "Os que se enveneneram, conforme os tóxicos de que se
valeram, renascem trazendo as afecções valvulares, os achaques
do aparelho digestivo, as doenças do sangue e as disfunções
endócrinas, tanto quanto outros males de etiologia obscura; os
que incendiaram a própria carne amargam as agruras da ictiose ou
do pênfigo; os que se asfixiaram, seja no leito das águas
ou nas correntes de gás, exibem processo mórbidos das vias
respiratórias, como no caso do enfisema ou dos cistos pulmonares;
os que se enforcaram carreiam consigo os dolorosos distúrbios do
sistema nervoso, como sejam as neoplasias diversas e a paralisia cerebral
infantil; os que estilhaçaram o crânio ou deitaram a própria
cabeça sob rodas destruidoras, experimentam Segundo o tipo de suicídio, direto ou indireto, surgem as distonias orgânicas derivadas, que correspondem a diversas calamidades congênitas, inclusive a mutilação e o câncer, a surdez e a mudez, a cegueira e a loucura, a representarem terapêutica providencial na cura da alma." O suicídio, longe de ser a porta da salvação, é o sombrio pórtico de inimagináveis torturas. Que nenhum ser humano, em lendo estas considerações
doutrinárias, homem ou mulher, consinta a permanência em
sua mente, UM INSTANTE SEQUER, da sinistra idéia de exterminar
a própria vida, a fim de evitar que, sob o estímulo e a
indução de adversários cruéis, venha a cometer
a mais grave das infrações às leis divinas. |